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Voos cancelados, máscaras à venda online por mil euros e turismo “à beira do colapso” em Itália. Estas são algumas das mais recentes consequências do novo coronavírus, a epidemia oriunda da cidade chinesa de Wuhan que já matou pelo menos 2.858 pessoas ...

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Covid-19. Voos cancelados, máscaras à venda por mil euros e turismo “à beira do colapso” na Itália

Publicado por: Redação
01/03/2020 18:29:31
Simone Venezia / EPA
Simone Venezia / EPA

Voos cancelados, máscaras à venda online por mil euros e turismo “à beira do colapso” em Itália. Estas são algumas das mais recentes consequências do novo coronavírus, a epidemia oriunda da cidade chinesa de Wuhan que já matou pelo menos 2.858 pessoas e infetou mais de 83 mil.

 

Em comunicado esta sexta-feira divulgado, a easyJet informou que vai cancelar “alguns voos”, principalmente os que “entram e saem de Itália”. A low cost britânica diz que observou um abrandamento na procura e na taxa de ocupação dos voos para as bases no norte de Itália, onde o surto de Covid-19 já matou 14 pessoas e infetou pelo menos 400.

 

“Estamos também a registar um abrandamento na procura nos restantes mercados europeus onde operamos. Como resultado, iremos cancelar alguns voos, principalmente os que entram e saem de Itália, enquanto continuaremos a monitorizar a situação, adaptando o nosso plano de voos para corresponder à procura do mercado”, pode ler-se.

 

Contactada pela agência Lusa, no entanto, a companhia esclareceu que, por enquanto, os voos da companhia entre Portugal e Itália não estão afetadas e que está a acompanhar o evoluir da situação no norte de Itália.

 

A Itália, o país europeu com maior número de casos confirmados de coronavírus, já começa a sentir os efeitos da epidemia no turismo e, consequentemente, na economia de algumas regiões. “À beira do colapso”. É assim que Paola Schneider, porta-voz da associação hoteleira da região italiana Friul-Veneza Júlia, descreve a situação.

Nesta região, revelam dados recentes citado pelo jornal i, 80% das reservas turísticas nas cidades e 95% nas montanhas já foram canceladas. O impacto desta quebra é imensurável. O turismo, recorde-se, representa 12% da economia italiana, cerca de 146 mil milhões de euros por ano.

 

Corrida desenfreada às farmácias

O aumento do número de mortes e os casos suspeitos que todos os dias são anunciados em todo o mundo estão a gerar uma corrida desenfreada às farmácias, onde as pessoas procuram máscaras de proteção respiratória.

 

A procura dá-se um pouco por todo o mundo. Em Espanha, por exemplo, a procura subiu 8.000%, segundo a imprensa local. A falta destes produtos nos locais de venda habituais, como é o caso das farmácias, tem levado as pessoas a procurar mercados paralelos, onde os preços das máscaras atingem preços muito altos.

 

“A procura de máscaras aumentou em 8.000%. São agora procuradas 80 mil unidades diariamente nas farmácias. O alarme é infundado e as máscaras não são necessárias”, disse Eladio González Minor, citado pela agência EFE.

 

De acordo com o jornal espanhol El País, a Amazon é um dos sites mais procurados para obter máscaras, podendo os preços ultrapassar os mil euros e os prazos de entregam são, nos melhor dos cenários, de uma semana. A maioria dos produtos vendidos no serviço de Jeff Bezos são oriundos da China e não protegem do vírus.

 

Portugal, que não registou ainda nenhum caso confirmado, não escapa à tendência. De acordo com o jornal Eco, a procura por estes artigos é uma realidade, havendo farmácias com rutura total de stocks. Em janeiro de 2019, foram vendidas 25 mil máscaras de proteção nas farmácias portuguesas. Em igual período de 2020, foram vendidas 92 mil máscaras – o que representa uma procura quatro vezes maior.

 

No período analisado a venda de máscaras cresceu 258%”, explicou ao jornal Maria Jorge Costa, do departamento marketing da Associação Nacional das Farmácias (ANF).

 

Mais 44 mortos na China

O número de mortos na China continental devido ao coronavírus Covid-19 subiu em 44, para 2.788, com o país a registar 433 novos casos de infeção, fixando o total em 78.824.

 

Segundo os dados atualizados pela Comissão Nacional de Saúde da China, até à meia-noite de hoje (16:00 de quinta-feira em Lisboa), entre os casos confirmados, 39.919 continuam ativos e 7.952 em estado grave. Mais de 36.000 pessoas já receberam alta.

 

A China soma 95% dos casos de infeção pelo novo coronavírus a nível mundial. Além de 2.788 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

 

Entretanto, Holanda registou o primeiro caso positivo de coronavírus. Trata-se de um cidadão holandês de 50 anos que visitou recentemente a região italiana da Lombardia.

 

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

 

Pangolim não é o “culpado”

Ao contrário do que foi anunciado, o pangolim, um pequeno mamífero em risco de extinção e um dos animais mais contrabandeados do mundo, não foi o transmissor do novo coronavírus, de acordo com o jornal espanhol La Vanguardia.

 

A equipa de cientistas Universidade Agrícola do Sul da China, que tinha avançado que o coronavírus foi transmitido de morcegos para os pangolins e, posteriormente, ao s humanos, disse que, afinal, os resultados anunciados estão errados.

 

Os especialistas, que tinhama firmado que um vírus encontrado num pangolim tinha um genoma 99% igual ao do coronavírus, perceberam agora, através de novas análises, que o  tinha apenas uma equivalência de 90% com o do novo coronavírus – o que é insuficiente para afirmar que o pangolim está na origem deste vírus.

 

Segundo os cientistas, os 99% referiam-se apenas a uma pequena parte do genoma, uma proteína que o vírus usa para entrar nas células que infeta. Na sequência completa, apenas 90,3% equivale ao do coronavírus, precisa o jornal Observador.

 

Tendo em conta que os morcegos são reservatórios naturais de coronavírus, os cientistas acreditam, segundo o diário espanhol, que estes animais têm de estar na origem do vírus que causa a doença Covid-19, mas salientam que alguma outra espécie pode ter servido de ponte entre os morcegos e as pessoas para que o vírus se propagasse.

 

Entretanto, a OMS lançou um vídeo no qual explica como surgiu o vírus, como este se propaga e quais as medidas de proteção que devem ser tomadas.

 

Fonte: Planeta ZAP

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