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Medicamento chinês comprado e distribuído pelo Ministério da Saúde para o tratamento da leucemia linfoide aguda ainda não teve sua eficácia e segurança comprovadas   A equipe de pesquisadores do Centro Infantil Boldrini, maior referência da América Lat...

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Novos testes apontam que medicamento LeugiNase possui 1/3 da eficácia biológica da asparaginase alemã

Publicado por: Redação
12/07/2017 10:28:02

Medicamento chinês comprado e distribuído pelo Ministério da Saúde para o tratamento da leucemia linfoide aguda ainda não teve sua eficácia e segurança comprovadas

 

A equipe de pesquisadores do Centro Infantil Boldrini, maior referência da América Latina no cuidado a crianças e adolescentes com câncer e doenças do sangue, acaba de concluir um novo teste com o medicamento chinês LeugiNase, que tem sido distribuído pelo Ministério da Saúde para hospitais brasileiros que tratam a leucemia linfoide aguda (LLA). As análises foram realizadas em parceria com a UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), e consistem no teste de biodisponibilidade, que mostra o quanto um medicamento é ativo “in vivo”.

 

Os testes apontaram que o produto chinês tem três vezes menor biodisponibilidade quando comparado à Aginasa, medicamento fabricado pela empresa japonesa Kyowa Hakko Kirin Co. Ltd, em parceria com laboratório Medac, estabelecido na Alemanha, que já estava sendo utilizada no tratamento do câncer no Brasil há pelo menos 4 anos com taxas de sobrevida livre da doença em 5 anos, em patamares ao redor de 80%

 

 “Os resultados evidenciam que na análise da atividade in vivo, o cenário é totalmente diferente daquele visto nas análises in vitro. No tubo de ensaio, a Leuginase e Aginasa apresentavam atividade semelhante, mas quando testado in vivo, a Leuginase mostrou-se no mínimo três vezes inferior. Primeiro comprovou-se grande quantidade de impurezas, depois que as impurezas interferiam com a ação dos antibióticos, desta vez que a LeugiNase tem menor atividade e, portanto, certamente menor eficácia. São três defeitos que depõe veementemente contra a segurança e a eficácia do medicamento. É cartão vermelho para a LeugiNase” afirma o Dr. Andres Yunes, pesquisador do Centro Infantil Boldrini.

 

No início deste ano, o Ministério da Saúde passou a importar e distribuir para os hospitais brasileiros que tratam a leucemia linfoide aguda o medicamento LeugiNase, produzido pelo laboratório Beijing SL Pharmaceutical, representado pela empresa Xetley S.A. A importação do novo remédio despertou preocupação entre especialistas, uma vez que o medicamento não tem eficácia comprovada por estudos clínicos publicados em revistas técnico-científicas indexadas e não teve seus estudos sobre toxicidades devidamente apresentados. A LeugiNase é registrada na China em estudos pré-clínicos (realizados somente em animais), todavia não é ainda comercializada no próprio país fabricante. O Centro Infantil Boldrini se posicionou contra esta importação desde o início.

 

Sobre o Centro Infantil Boldrini

 

Maior hospital especializado na América Latina, localizado em Campinas, que há 39 anos atua no cuidado a crianças e adolescentes com câncer ou doenças do sangue. Atualmente, o Boldrini trata cerca de 10 mil pacientes de diversas cidades brasileiras e alguns de países da América Latina. A maioria deles (80%) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um dos centros mais avançados do país, o Boldrini reúne alta tecnologia em diagnóstico e tratamento clínico especializado, comparáveis ao Primeiro Mundo, disponibilidade de leitos e atendimento humanitário às crianças portadoras dessas doenças


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